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“O Solar das Margaridas não é apenas uma casa: é um universo.
Aqui vivem a Abóbora Guardiã, os passarinhos de Primavera, o Urso do Inverno e muitas outras criaturas.
Cada canto tem memória, cada objeto tem alma.
Vamos começar a contar essa história?”


ELVIRA
A Ovelha das Festas Organizadora de Comemorações do Solar, Dama das Listas e Guardiã dos Balões que Escapam "A festa começa quando eu chego... e termina quando eu achar meus óculos!" Há no Solar uma criatura que não caminha, ela corre. Não por pressa, mas por entusiasmo. Não por urgência, mas porque, entre uma lista e outra, esqueceu para onde ia e decidiu ir para todos os lados ao mesmo tempo. Seu nome é Elvira. Desde que chegou ao Solar, tornou-se organizadora oficial de f
há 8 horas


Signore Bellaroma - O Perfumista das Margaridas
Há quem colecione livros. Há quem colecione sementes. Há quem colecione receitas. E há Signore Bellaroma. Que coleciona suspiros. Não os guarda em caixas. Nem em gavetas. Nem em frascos comuns. Guarda em perfumes. Porque Bellaroma acredita que toda memória possui um cheiro. E que, às vezes, é o cheiro que se lembra de nós primeiro. --- Quem é ele Ninguém sabe exatamente de onde veio. Ele diz que nasceu na Itália. Mas já contou versões diferentes pelo menos vinte e três vezes.
6 de jun.


Dona Quitanda Margarida - A Guardiã das Colheitas do Solar
Há no Solar quem plante. Há quem cuide. Há quem espere. E há quem receba. Essa é Dona Quitanda Margarida. Ninguém sabe exatamente quando chegou. Alguns dizem que ela apareceu junto da primeira cesta de maçãs. Outros juram que ela já estava ali quando a casa ainda aprendia seus próprios corredores. O fato é que, desde que alguém se lembra, existe uma porquinha de avental florido esperando atrás do balcão da Quitanda das Margaridas. Esperando. Recebendo. Organizando. Distribuin
6 de jun.


Senhor Girassoldo - ProsperinoO Conselheiro da Abundância Tranquila
Há no Solar quem cuide das flores. Há quem cuide das colheitas. Há quem cuide das histórias. E há quem cuide daquilo que existe antes de tudo isso. As sementes. Esse é Girassoldo Prosperino. Não chegou ao Solar trazendo riquezas. Chegou trazendo um punhado de sementes guardadas num bolso. E isso, para ele, sempre foi a mesma coisa. --- Dizem que ele apareceu numa manhã de primavera. Sentado na varanda. Esperando. Não por alguém. Por uma estação. Porque Girassoldo acredita que
6 de jun.


Saltitão Crossfitônio - Instrutor do Centro de Condicionamento Físico das Margaridas
Saltitão Crossfitônio Instrutor do Centro de Condicionamento Físico das Margaridas Há no Solar um lugar onde ninguém vai para ficar mais forte. E justamente por isso, todos saem mais fortes. Não há espelhos. Não há competição. Não há medalhas penduradas em paredes. Não há quadro de vencedores. Há trilhas. Há respiração. Há água fresca. Há margaridas crescendo entre os caminhos. E há Saltitão Crossfitônio. Um coelho que acredita que movimento é uma forma de gratidão. --- Quem
6 de jun.


O Conselho das Galinhas
Há no Solar um conselho que não governa. Que não decide. Que apenas comenta. Não é conselho de mesa redonda, de voto, de minuta. É conselho de quintal, de terra batida, de olhar de lado enquanto bicam. É conselho de galinhas, e galinhas, no Solar, são presença que sabe. São nove. Nove nomes que a Madame Hey deu, cada um com história que não lembra, cada um com personalidade que inventou e elas confirmaram. Nove vozes que não falam simultaneamente, mas sempre falam, e entre e
6 de jun.


Magistér, o Corvo da Biblioteca Cogumelo
Há no Solar uma biblioteca que cresce sozinha, que escreve sozinha, que pensa, se cogumelo que guarda histórias pode ser dito que pensa. E em biblioteca que pensa, há quem pensa mais. Quem não permite que pensamento se disperse, se perca em página que não foi lida, em história que não terminou. Magistér. Não é nome que ele disse. É nome que apareceu, como nomes aparecem no Solar: em placa que ninguém pregou, em vibração de fio de teia que Cecília tecia quando ele pousou pela
6 de jun.


Trevoso
Há no Solar moradores que cuidam de jardins. Moradores que cuidam de histórias. Moradores que cuidam de memórias. E há Trevoso. Fantasma profissional. Ou pelo menos é isso que ele insiste em dizer. A verdade é que ninguém jamais o viu assustar alguém com sucesso. Nem uma única vez. --- O Fantasma das Pequenas Assombrações Trevoso mora nos corredores silenciosos. Nas escadas depois do anoitecer. Nos cantos onde a luz da lanterna encontra a sombra. Não porque goste da escuridão
6 de jun.


Patas à Obra
Há moradores no Solar que cuidam de histórias. Há moradores que cuidam de memórias. Há moradores que cuidam de jardins. E há aqueles que cuidam da própria casa. São conhecidos como Patas à Obra. Cinco huskies. Cinco construtores. Cinco especialistas em transformar ideia em lugar. Porque o Solar cresce. E toda casa que cresce precisa de quem compreenda a linguagem das paredes. --- Diferente dos demais moradores, os Patas à Obra raramente permanecem muito tempo no mesmo lugar.
6 de jun.


Dr. Camomilo
Há moradores no Solar que cuidam das histórias. Há moradores que cuidam dos jardins. Há moradores que cuidam das celebrações. E há Dr. Camomilo. Médico oficial do Solar. Guardião das rotinas. Colecionador de cadernos. Especialista em pequenos cuidados que parecem insignificantes até o dia em que fazem toda a diferença. Ninguém sabe exatamente há quanto tempo ele mora na casa. Talvez porque Camomilo tenha a rara habilidade de parecer parte do lugar. Como uma janela antiga. Com
6 de jun.


Dona Linho
Há moradores no Solar que cultivam jardins. Há moradores que cozinham celebrações. Há moradores que guardam histórias. E há Dona Linho. Coelha de voz baixa, mãos pacientes e coração remendador, Dona Linho é responsável pela Lavanderia do Solar. Mas dizer apenas isso seria como chamar uma biblioteca de estante. Tecnicamente correto. Profundamente incompleto. Porque Dona Linho não cuida apenas de tecidos. Cuida de tudo aquilo que merece continuar. --- A Lavanderia do Solar Há u
6 de jun.


Dona Amora
Há moradores no Solar que cultivam jardins. Há moradores que guardam histórias. Há moradores que recolhem memórias perdidas. E há Dona Amora. Ninguém sabe exatamente quando ela chegou. Talvez sempre tenha estado ali. Talvez algumas presenças sejam tão naturais que a casa esqueça de registrá-las. Capivara de passos lentos, voz baixa e paciência inesgotável, Dona Amora é responsável por uma tarefa que não aparece em listas de afazeres. Ela cuida dos corações cansados. Não apena
6 de jun.


O Berçário do Solar
Há no Solar um lugar que não tem placa na porta. Não aparece nos mapas. Não faz parte das visitas. Não costuma ser mostrado aos recém-chegados. É um lugar que simplesmente existe. E por existir, torna-se indispensável. É o Berçário. Não há placa porque quem chega até ele geralmente chega dormindo. Enrolado em uma manta. Dentro de uma cesta. Ou no colo de Madame Hey, que raramente explica onde encontrou mais um. Às vezes é um filhote de gato. Às vezes de cachorro. Às vezes uma
6 de jun.


Morgana M'argarida - A viajante
Há no Solar um quarto que nunca está completamente ocupado. Uma mala permanece aberta. Um mapa permanece sobre a mesa. Uma caneca permanece esperando. E ninguém sabe exatamente quando sua dona voltará. Ou para onde foi desta vez. Esse é o quarto de Morgana M'argarida. --- Diferente de suas irmãs, Morgana nunca procurou um lugar. Procurou caminhos. Há pessoas que encontram uma porta e entram. Morgana encontra uma estrada e segue. Não porque esteja perdida. Porque está curiosa.
6 de jun.


Margot M'argarida
Há no Jardim da Lua um espelho. Não um espelho comum. Espelhos comuns devolvem imagens. Este devolve histórias. Quem passa diante dele vê o próprio reflexo. Quem permanece um pouco mais vê lembranças. Quem tem coragem suficiente vê escolhas. E dentro desse espelho existe uma casa de vidro. Uma casa onde nada é escondido. Mas nem tudo é imediatamente compreendido. Ali mora Margot M'argarida. A casa é feita de vidro. Mas não de transparência. De confiança. Há diferença. Transpa
6 de jun.


Malvina M'argarida Esmeralda - A Guardiã da Colina
Há no Jardim da Meia-Noite uma colina. Não muito alta. Não muito distante. Mas alta e distante o suficiente para parecer outro mundo. No topo dessa colina existe uma casa que parece ter crescido do chão. Não foi construída. Foi cultivada. Como se alguém tivesse plantado uma semente de casa e esperado pacientemente. Ali mora Malvina M'argarida Esmeralda. Malvina tem dezessete anos. Ou talvez dezessete primaveras. Porque idade, para ela, parece menos importante do que estação.
6 de jun.


Minerva M'argarida - Dona Penumbra
Há no Solar uma torre que não foi construída. Que cresceu, ou foi encontrada, ou simplesmente estava esperando ser notada. E em torre que não foi construída, há zeladora que não foi contratada. Que apareceu, como nome que ninguém ouviu dizer, mas que simplesmente está escrito em ar, em sombra, em reconhecimento de quem precisa saber. Dona Penumbra. Parece ter sido desenhada com caneta que nunca parou no lugar certo. Alta demais, fina demais proporção que não é humana, não é
26 de mar.


Melina, a Abelha da Colmeia Interior
Há no Solar uma colmeia que não fica no jardim. Fica dentro, onde o que cresce não é flor, é convivência. Ela não saiu de fora. Entrou. E ficando, fez do interior também jardim. Não de pétalas e pólen, de momento e sentimento. De Madame Hey que chora sozinha às três da manhã. De Astolfo que dança reggaeton na poça. De Sir Ratatônio que ajusta monóculo inexistente e espera que ninguém perceba que espera. Melina é abelha. Pequena, amarela, presente, não como intrusa, como morad
20 de mar.


Cecília, a Aranha do Nordeste e Astolfo
Há no Solar uma teia que não é para insetos. É para tempo. Cecília chegou na mala. Não como invasora como presente que a mala deu, como semente que esperava ser levada, como saudade que Madame Hey não sabia que traria de volta. Viera de viagem ao Nordeste, daqueles dias de calor que não é calor de cidade, é calor de terra que respira, de chuva que anuncia antes de cair, de espera que é ativa, não passiva. Madame Hey abriu a mala no quarto. Saiu roupa, presente, poeira de outr
20 de mar.


Juninho Farofa
Há no Solar uma estação que não é estação, é festa. É chegada, é expectativa, é correria de quem quer que tudo seja perfeito e sabe que perfeição é impossível mas tenta mesmo assim. É Natal. E no Natal, quando todos os outros moradores se preparam com paciência ou ironía ou silêncio, é quando Juninho Farofa aparece. Ele é o caçula. Não de idade idade de espírito natalino não se mede. De essência: o mais novo, o mais ansioso, o que ainda acredita que montar árvore é important
20 de mar.
Blog do solar
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